A ação da Alemanha contra o país, a 1 de setembro marcaria o início da Segunda Guerra Mundial. No dia 17, os russos avançariam em direção à Polônia oriental, para ocupar a sua parte acordada no pacto com a Alemanha.
No lado alemão, os nazistas começaram a aplicar os seus planos de germanização, deportando populações instaladas originalmente na região, e abrindo espaço à colonização a alemães, alguns vindos dos estados bálticos (Lituânia, Letônia e Estônia). No extremo oposto do país, os soviéticos iriam seguir um procedimento semelhante: mais de 25 mil oficiais do exército polonês eram assassinados na floresta de Katyn.
A Polônia ficaria ainda sem a maior comunidade judaica da Europa, pois ali seria o palco da aplicação da chamada “solução final”, o projeto de extermínio de todos os judeus europeus em campos da morte como Auschwitz ou Treblinka. Além dos judeus, ciganos, homossexuais e dissidentes políticos seriam também massacrados em massa pelos nazistas. Dos mais de três milhões de judeus que viviam na Polónia antes de 1939, existe hoje uma comunidade de apenas dez mil. Milhões de judeus de toda a Europa morreram em execuções maciças ou nas câmaras de gás, o chamado “holocausto”.
Do outro lado da fronteira, os soviéticos deportavam os judeus para o Centro da Europa. Mais de 150 mil regressariam depois da guerra, para enfrentar o insuportável vazio do desaparecimento das suas famílias e das suas comunidades.
Com o desenrolar do conflito e o rompimento do pacto Molotov-Ribbetrop pela Alemanha, os soviéticos irão avançar em direção à Alemanha a partir da Polônia, e ao fim da guerra, o país terá suas fronteiras restauradas, mas, permanecerá durante toda a Guerra Fria um “satélite” soviético, com um regime socialista influenciado por estes.
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